Archive for the ‘cultura’ Category

O Ânus do Ofídio

11 de junho de 2011

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Versos desfeitos

5 de junho de 2011

Imagem do dia: domingo na feira I

21 de junho de 2010

O homem negocia raízes, curas, ervas e a manutenção natural da existência. A alopatia parece não ter chegado por aqui – o que certamente soa como algo de positivo -, além de tudo isso, a criatividade dá lá seu olhar crítico-observador: essa galinha jurássica pendurada no ripamento da barraca é ou não, tal o cão e seu dono, a cara de um e o aspecto do outro.


FOTO: RMACHADO – 13.6.10

Um causo caipira

14 de janeiro de 2010

– Nóis inda tamo ino…

– Puis nói d’já fumo i agora tamo vortano!

– Ataiaro por onde?

– Cortemo pur drento.

– Chééé! Pur drento nóis nunca cortemo; tem muita preda! Nóis ataia por riba.

– Nóis corta pur drento, num vai mais discarço, num semo jacu!

– Nóis tamém bamo tudo de carçado, mais é que as preda são munto lisa i arguma das criança pode levá um pialo…

– Intão, nesses causo, é mió segui pela tria batida memo.

– I as coisa lá na cidade, dero certo?

– Malemá…

– Pamóde o quê?

– ‘Móde que ninguém trabaia hodje. Só a Casa Santa i argumas venda tão aberta.

– Ché! I cumé qui oceis fizero?

– Fizemo do jeito qui dava pra fazê, ué!? Fumo inté a casa do home i batemo parma.

– Eles tava na casa ô forum vê o disfile?

– A dona Chiquinha, póve… Num consegue inxergá nem as picumã pur riba do fogão de lenha, i o mais pior é qui só iscuita si a d’jente chega a boca drento da oreia dela i falá bem arto.

– Ocê proseô cum ela?

– Chééé!!! Falei bem arto no pé da oreia dela, izpriquei qui nóis tava lá pamóde lavá as janela, cunforme nói já tinha cunvinado c’o Zé Nacreto.

– I ela, dexô oceis garrá a tarefa de cum fôrcha?

– Craro! Mandô nóis entrá pá drento i serviu um café cum leite beeem gordo i tomém uns pedaço de bolo de fubá. Tava disgranhento de bão!

– Chééé… A comade Chiquinha faiz um bolo de fubá inguar fazia minha finada vó… Caiporento de bão!?

– Nóis tava memo c’o a barriga nas costa; comemo e fumo lavá as janela!

– Mardiçoento rapaiz! Quiria tá lá c’oceis pamóde comê um taio do bolo de fubá!

– Mias num tava. Quem mando ficá bebeno inté munto tarde!

– Num é… Tava na venda do Ponciano, proseano c’os colega, falano da vida aieio… Ocê sabe qui o Ponciano é cheio de nove hora!

– Ocê, lavorento, que é cheio de nó pas costa! Enche o cu de pinga i dispois num consegue acordá antes dos passarinho! Tomô no fióte! Nóis lavemo as janela da muié e tamo vortano cum cinquenta merréis no borso i uns par de pedaço de bolo de fubá no bucho!

– E as janela, dero munto trabaio?

– Ché!? Fizemo a roçada rapidinho, parecia puxirão pá quebrá mio…

– Chééé! Mó de que d’jeito? A casa da muié deve tê umas mir foia de porta i umas mir janela!?

– Premero qui nóis num fumo lavá porta, i dispois, pamóde ocê pará de inchuânça, a dona Chiquinha num é atrasada inguar nóis i mandô  o João Cráudio, um fio do Tonico Morgote qui é afiado dela, buscá lá no Tarzan um petrecho desses moderno, qui sorta um canudo d’água consoante um gaio de pau branco feito de durepóque!

Livro de crônicas em versão ‘.pdf’

13 de dezembro de 2009

SERVIÇO: Eis a versão digital do livro de crônicas capão-bonitenses (SP). Para fazer o download é só clicar na imagem da capa do livro (à direita) e aguardar até que o arquivo abra no Adobe Acrobat Reader (se o seu computador não possui o programa: clique aqui). Assim que o programa reconhecer o arquivo é só clicar no ícone representando um disquete (à esquerda da tela e escolher o local onde Salvar o arquivo no seu computador.